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PODCASTS

Media Training e Comunicação Pessoal | Aurea Regina de Sá

Relatório para Ana

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ENTREVISTA 1

– Em uma entrevista gravada, não se diz boa tarde ou bom dia. Só use isso se ouvir o mesmo do repórter e ao vivo. A resposta à pergunta sobre o porquê da atuação dos jornalistas, você iniciou contando a história da organização. Numa entrevista gravada que vai ser editada, isso será eliminado. Você pode dizer: ‘Médicos sem Fronteiras trabalha para dar voz a pessoas que hoje estão mudas, sem visibilidade. Desenvolvemos x projetos em x países que passam ou passaram por guerras, grandes epidemias ou outros tipos de violência e que precisam de assistência. Por isso o trabalho dos profissionais de comunicação é tão importante, além do trabalho dos médicos e profissionais de saúde que atuam em conjunto.’

– Evite encostar em algo próximo, como a mesa que estava ao seu lado. Mantenha a postura corporal para transmitir credibilidade.

– Quando você cita o trabalho dos profissionais de comunicação e que eles recolhem dados, você fala: ‘é um trabalho um pouco superficial’. Não precisa entrar nesse nível de detalhes, porque a ideia que transmitiu aqui é que os comunicadores fazem um trabalho superficial, ou seja, não tão importante, irrelevante.

– Fiz uma pergunta perigosa: ‘A atuação de MSF é para cobrir a falta de ação de alguns governos? e sua reação foi de espanto no início. Em vez de concordar diretamente comigo, já que nem sempre a pergunta do repórter não aparece na edição final, você pode dizer: ‘Médicos Sem Fronteiras atua em estados (eu diria países. Aqui no Brasil, não se entende Estado como Nação. O brasileiro vai achar que você está falando nos estados, ou seja, SP, Rio, Rio Grande do Sul, entende?) em que há isso e aquilo e até a falta de estrutura, mas não substituímos o governo’ (mas não diga: como a Aurea disse).

ENTREVISTA 2

– O olhar dirigido para o chão, no início da pergunta, pode passar a ideia de alguém com medo de encarar a pergunta e o repórter. Olhe diretamente nos olhos do interlocutor com quem interage.

– É muito importante dar os exemplos que deu para ilustrar a gravidade do assunto ‘aborto inseguro’. Você foi firme ao dizer que a prioridade é salvar vidas e que a decisão de abortar não é de vocês. A informação que você deu sobre 99% das mulheres que fazem aborto inseguro acabam morrendo (outro porta-voz disse 97%; é importante padronizar esse dado) é alarmante e precisa ser dita para que as pessoas entendam que não se trata de ser a favor do aborto, mas a favor da saúde das mulheres. Quando você fala em ÉTICA MÉDICA, você interrompe qualquer contra-argumento que queira derrubar a ação de vocês com relação ao aborto seguro, afinal todos sabem que o médico jurou salvar vidas, seja em que circunstância for. Use sempre esse termo.

– Evite balançar o corpo enquanto fala.

– A sua boca seca enquanto fala? É importante refletir sobre o nervosismo que sente nesse momento.  O movimento da língua sobre os lábios de forma repetida pode ser notado pelo  telespectador.

– Não espere ser questionada sobre planejamento familiar. Insira esse conteúdo nas suas respostas iniciais para tentar reverter o desejo do repórter de insistir na questão do aborto pelo aborto.

– Quase no final da entrevista, você diz quem são as mulheres que desejam o aborto: vítimas de estupro, mães de família. ‘Desenhe’ o perfil delas para o telespectador logo no início para facilitar a empatia e o entendimento sobre o discurso do MSF.

AUREA REGINA DE SÁ

Jornalista e Coach de Comunicação, especializada em Media Training.

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