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PODCASTS

Media Training e Comunicação Pessoal | Aurea Regina de Sá

Relatório para Rachel

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ENTREVISTA 1

– O erro da repórter pode ser providencial pra você, porque sinaliza o que ela vai perguntar e você pode prever a resposta. Caso eu não tenha prestado atenção que falei ‘campo de refugiados’ incorretamente, você deve incluir a resposta certa na sua fala, sem destacar que eu não estava certa. Não falo isso, porque o repórter fica chateado se for corrigido, mas por que na maioria dos casos a pergunta não entra na edição, então vai ficar estranho você fazer uma correção sobre algo que ninguém ouviu.

– Você se esqueceu do nome da cidade? Não se preocupe em localizar tão precisamente. Diga que só ‘em outra cidade’. Caso aconteça de novo em uma situação real, só recomece do início da frase: ‘Já tinha uma rede de alerta no país…..’

– Em vez de ‘no projeto onde eu estava’, prefira: ‘no projeto desenvolvido por Médicos sem Fronteiras’, na África, na região do Ebola, ação foi muito rápida’. Como porta-voz, você fala pela ONG, então sempre coloque o nome MSF na frente. Você vai dar mesmo uma opinião pessoal quando a pergunta for relacionada ao seu papel como médica, a experiência de ajudar pessoas carentes, etc.

– Gesticulação quase ausente. Solte-se mais, fique à vontade como se estivesse conversando com uma amiga sobre o caso.

– A relação olho no olho com a repórter foi ótima. Isso passa credibilidade.

ENTREVISTA 2

– Pela gravidade do assunto, senti que a velocidade da sua fala diminuiu. Minha indicação é que estude as falas para falar com convicção sobre o tema. Nesta questão, percebi que você contou a história de acordo com o cronograma:

– OMS > dados sobre complicações e mortes
– Mulheres pedem o aborto
– MSF faz o aborto
– Objetivo de MSF: minimizar os riscos para as mulheres

Minha sugestão:

– não rebata a minha pergunta. Você não tem que me convencer do contrário. Invista seu tempo falando sobre o que é importante para a MSF.

Desta forma, o cronograma pode ser (perceba que, na frase abaixo, eu trouxe pro início o que você deixou para o fim, porque é mais importante falar do benefício do seu público do que sobre o que a ong faz ou o cenário):

O objetivo de Médicos sem Fronteiras é minimizar os riscos para as mulheres que nos procuram em campos de refugiados, em locais de pobreza extrema e que vivem epidemias e que desejam fazer um aborto. A maioria delas já decidiu fazer o aborto e faria, em condições de risco, se nossa equipe não estivesse lá. Segundo a Organização Mundial de Saúde, 25 milhões bla bla, 5 milhões bla bla. Nosso papel não é julgar nem condenar. O que nós fazemos é cuidar de mulheres que estão em risco.

Rachel, sempre que puder exemplifique o que são complicações, dê exemplos para ilustrar.

– É muito importante esse dado de 97% de abortos inseguros pra mostrar a gravidade do caso.

– Procure não levar a boca ao microfone. Mantenha a sua postura.

– Ótima resposta sobre não desrespeitar as leis brasileiras. Mesmo com a minha insistência, você manteve a mensagem sobre não promoção do aborto, sempre dizendo o nome da instituição.

– Para garantir mais credibilidade, é importante estar segura da mensagem que deve transmitir para dar uma dinâmica mais veloz à sua fala.

– A sua última frase deve ser usada antes para tentar combater a insistência da repórter. Quando você diz que, na maioria dos locais onde MSF atuam, o sistema de saúde é ineficaz/inexistente isso ajuda a explicar o porquê de tantos abortos inseguros.

AUREA REGINA DE SÁ

Jornalista e Coach de Comunicação, especializada em Media Training.

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