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Media Training e Comunicação Pessoal | Aurea Regina de Sá

5 erros de quem encara uma entrevista jornalística como um debate

Nesse artigo você entende por que o equívoco acontece

Em uma entrevista jornalística, o entrevistado ganha a oportunidade de dar declarações ao público, por meio da imprensa. Como não se trata de um pronunciamento ou palestra, o formato é de perguntas e respostas em que o entrevistador pergunta e o entrevistado responde e deve, claro, ampliar seu conteúdo para além das questões feitas pelo jornalista.

Apesar disso, muitos porta-vozes ainda têm postura equivocada diante da chance de se mostrar e ser ouvido e encaram a entrevista como um debate.

Confira 5 erros de quem entende uma entrevista jornalística como um duelo e perceba por que o equívoco acontece:

1. o entrevistado não debate com o repórter, ele apenas responde perguntas e oferece informação;

2. o entrevistador não é inimigo do entrevistado. As crenças de que o repórter só quer prejudica-lo ou que todo jornalista é de esquerda devem ser ressignificadas, porque, inclusive, a generalização é uma afronta à lucidez;

3. não tem ‘um ganha e outro perde’. A entrevista não é para o entrevistador e sim para o público que assiste. Não se trata de uma disputa e sim de prestar informações. Quem é inteligente aproveita a chance e agradece pela oportunidade;

4. o repórter faz perguntas que o público gostaria de fazer e todas têm que ser consideradas. O entendimento de que a pergunta é um ataque ou uma agressão é comum em entrevistados inseguros sobre quem são e sobre o que tem a dizer;

5. não tem existe pergunta burra em nenhuma situação. Se o repórter questiona é porque deseja um esclarecimento. Cabe ao entrevistado responder como se fosse a primeira vez, afinal ele é a fonte a quem está sendo concedida a chance de explicar.

A muitos entrevistados que cometem os equívocos citados acima falta a prática de virtudes: paciência, gentileza, empatia, respeito e humildade são alguns dos exercícios que poderiam fazer a diferença nas relações humanas. Mas, isso não pode ser algo maquiado e usado somente na hora da entrevista. Para ser verdadeiro, o comportamento tem que ser genuíno e praticado sempre, em todas as situações e não somente em contato com jornalistas.

Quer ser um porta-voz de qualidade? Recicle-se! A vida nos dá oportunidades de sermos melhores pessoas a cada dia. Basta aproveitá-las.

Aurea Regina de Sá

Aurea Regina de Sá é jornalista e coach de comunicação, especializada em Media Training.

comentários

  • Entendi que devemos nos conhecer para dar as respostas ao sermos questionados. “Mas, isso não pode ser algo maquiado e usado somente na hora da entrevista”. Como você bem disse.
    Obrigada pelo conteúdo esclarecedor!

    • Isso mesmo, Andréia. A boa comunicação depende de autoconhecimento. Comunicação não é técnica! Ao se conhecer melhor, você também enxerga o outro e pode praticar os princípios básicos que estão baseados nas virtudes. Obrigada por ler e comentar! 🙂

AUREA REGINA DE SÁ

Jornalista e Coach de Comunicação, especializada em Media Training.

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