You are currently viewing Para um bom comunicador, só técnica não basta.

Para um bom comunicador, só técnica não basta.

Num encontro de profissionais de Recursos Humanos eu ouvi uma frase que eu nunca esqueci: normalmente contratamos pessoas pelos pontos positivos relacionados às competências técnicas e as dispensamos pela falta de desenvolvimento das competências comportamentais. Ou seja, a pessoa se prepara profissionalmente e se esquece de se aprimorar pessoalmente. E como nós somos um só, as coisas se misturam, a balança fica desregulada, pende pra um lado só….falta harmonia.

Até ‘cair a ficha’ de que esse desenvolvimento passa pelo autoconhecimento, muita gente se desgasta. E o desgaste nas relações é reflexo de uma corrosão interna que, muitas vezes, o indivíduo não sabe como resolver, fica perdido mesmo. A primeira manifestação desse deslocamento, dessa confusão, é percebida por meio da comunicação, da forma como a pessoa se expressa. Daí vêm os problemas de relacionamento, do líder mal posicionado e das crises de comunicação dentro da corporação. É uma bola de neve que promove uma deterioração no pessoal para impactar no profissional. A imagem começa a ficar arranhada e, o pior: muitas vezes a pessoa nem percebe o que está fazendo. O olhar interno que não observa os movimentos sabotadores precisa muito do feedback externo, da ajuda do profissional de RH.

Num balanço rápido e com a habilidade de quem gere pessoas, é possível identificar o integrante do time que dá sinais de que está em perigo. Pode ser pela rispidez no trato com subalternos; pela demonstração de arrogância – que é nada mais do que tentativa de se defender; pela falta de habilidades em apresentações em público ou reuniões ou pelo receio da exposição e da visibilidade.

Comunicação adequada é um casamento entre habilidades técnicas e comportamentais. Por isso que, para nos comunicar bem, temos que nos conhecer primeiro. O aumento da autopercepção nos ajuda a compreender determinadas atitudes e nos permite ajustar o rumo para evitar embates. A não percepção promove ações repetitivas, com resultados já previsíveis e sem produtividade.

Aurea Regina de Sá

Aurea Regina de Sá é jornalista e coach de comunicação, especializada em Media Training.