Todo mundo gosta de uma boa história. Não uma história muito longa, enfadonha, mas algo que te faça viajar. Histórias são viagens, pequenas escapadas que nos fazem entrar no mundo do outro e imaginar a realidade dele. Você pode não ter estado lá, pode não ter vivido a mesma situação, mas se o contador for bom, ele te leva com ele. Nem sempre dá pra saber se a história é real ou criação. Mas lá pelas tantas, no meio da contação, quem ouve nem se interessa mais em saber se os fatos são concretos ou imaginários. O que importa é embarcar numa boa história. Mas, afinal, o que é uma boa história?

Eu aprendi que uma história que prende a gente tem pelo menos três características principais, não necessariamente por ordem de importância ou execução:

Organização das ideias

Não me refiro ao começo, meio e fim que a professora do primário ensinou. Afinal nem sempre o começo precisa ser o começo; a história pode iniciar pelo fim. Por que não? Não tem certo e errado.

Um bom enredo

É aquilo que sustenta o texto, como se fosse o esqueleto, a base, e que está ligado diretamente aos personagens. De nada adianta um bom personagem se a história que ele reproduz é fraca.

Por último, uma boa história deve ser contada por alguém que se entregue

Ou seja, alguém que encarne o papel do contador – esteja ele em primeira ou terceira pessoa -. Quem não conta uma história com expressividade, com vida e energia, perde uma boa oportunidade de tocar o outro.

Histórias servem pra tocar. Quem usa uma história tem sempre um interesse, uma intenção. A propaganda quer vender, campanhas querem educar, no teatro, querem divertir; no circo, entreter. Quando um amigo te conta uma história ele pode desejar atenção; no mínimo, interação. Histórias ligam as pessoas, conectam um ao outro, servem para transmitir conceitos ou até são apenas um desabafo.

Histórias nos alimentam, confortam; histórias nos dão a sensação de pertencimento, criam identificação, empatia. Histórias nem sempre são alegres. Os jornais vivem contando histórias em torno de desgraças, fatos negativos que se tornam capa. Tem gente que gosta. Tem história pra todo tipo de gosto, pra todo tipo de gente.

Histórias jamais envelhecem, porque podem ser recontadas ou requentadas, como se diz no jornalismo. Adicione um fato inédito a algo já conhecido e você tem uma novidade.

Sempre dá pra contar uma boa história. Quer experimentar? Sem desculpas sobre o nível de criatividade, hein?! Todo mundo é criador desde sempre. É só começar. Use sua criatividade, escolha bem o vocabulário, e comece! Honre o papel em branco com sua ideia.

Depois me conta!

PARA COLOCAR EM PRÁTICA:

  • Selecione uma história que se relacione com o tema do que vai falar
  • Analise se a história não contem teor preconceituoso
  • Avalie se a história será atraente para o tipo de público que vai ouvir você