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PODCASTS

Media Training e Comunicação Pessoal | Aurea Regina de Sá

Sessão 3 – Tulio

Olá, Tulio,

I. Se quiser ampliar um pouco mais a percepção sobre ESCUTA ATIVA, ouça o psicanalista Christian Dunker:

II. Dê uma olhada nesses conceitos de Programação Neurolinguística para usar sempre nas relações interpessoais:

1. Especificar pensamentos e, consequentemente, as palavras.

Pessoas que dizem não se comunicar bem, às vezes declaram ter raciocínio muito acelerado e detalhar pouco ou nada o que desejam comunicar, sem compreender o nível de assimilação do outro. O comportamento reforça a teoria equivocada de que, para bom entendedor, meia palavra basta. Como assim? A bola de cristal do outro pode estar com a pilha fraca e ele não captou o que você teve a intenção de dizer. Para evitar esse padrão e ser claro na hora de se comunicar, questione o seu pensamento e a sua fala (ou escrita) em dois passos:

A. Em vez de GENERALIZAR, especifique.
EXEMPLO:

  • As pessoas simplesmente não aprendem.
    Pergunte à mente: Que pessoas, especificamente, não aprendem? Se você generaliza, pode estar incluindo o seu interlocutor nesse raciocínio e isso poderá provocar ruídos na comunicação. Você pode dizer que as pessoas que acabaram de ser contratadas têm mais dificuldade de aprender ou que as pessoas acima dos 60 precisam de mais tempo para assimilar novas estratégias.EXERCÍCIO PRÁTICO:
    A partir da lista de afirmativas abaixo, crie as perguntas questionadoras para se habituar a não aceitar generalizações, nem quando você fala, nem quando ouve de alguém:

    Frases com falta de índice referencial (ausência da especificação de lugares, nomes, coisas, etc) Perguntas para encontrar o índice referencial
    Aquelas pessoas são realmente terríveis.
    As mulheres não são confiáveis.
    Quando chegam ao topo da carreira, os homens ficam arrogantes.
    Aprendi muito com você.
    Essa comida é diferente.
    Alguém deveria fazer alguma coisa para isso não mais acontecer.
    Eu estou confuso.

B. Em vez de OMITIR A COMPARAÇÃO, especifique:
EXEMPLO: Isso é fácil de aprender. A pergunta que vai ser usada para detalhar o ‘isso’ pode ser: “o que é fácil especificamente?” Você vai localizar na frase o adjetivo ou advérbio e questionar a intensidade específica dele.

EXERCÍCIO PRÁTICO:
A partir da lista de afirmativas abaixo, crie as perguntas questionadoras para se habituar a não cometer omissões comparativas, nem quando você fala, nem quando ouve de alguém:

Frases com omissão comparativa Perguntas para encontrar a informação que faltava
Meus funcionários estão progredindo bem.
É ruim viver fora da minha cidade natal.
Meu colega se apresenta em público melhor do que eu.
Aquele rapaz é mais bonito que eu.
Ele é uma pessoa muito difícil.
Você é legal.
Eu não saí bem nessa tarefa.

C. Em vez de dizer VERBOS INESPECÍFICOS, especifique:
EXEMPLO:
– Ela me chateou.
– Como ela te chateou especificamente? (você pode fazer a pergunta pra pessoa que te perguntou ou quando essa frase aparecer na sua mente como algo que aconteceu com você: ‘Como ela ME chateou especificamente’, como se você estivesse se educando a fazer a pergunta certa para encontrar a especificação do verbo.)

EXERCÍCIO PRÁTICO:
A partir da lista de afirmativas abaixo, crie as perguntas questionadoras para se habituar a não usar verbos inespecíficos que não te dão a dimensão correta do fato e ajudam a minimizar ou eliminar dúvidas:

Frases com verbos inespecíficos Perguntas para encontrar COMO ocorre cada processo (questione cada verbo e não use POR QUE)
Ela me chateou.
Ele não vai gostar de mim.
Eu estou bloqueado.
Eu acho que não consigo fazer isso.
Vou começar esse projeto logo.
Antes eu conseguia fazer isso com mais facilidade.
Estou conseguindo evoluir no Espanhol.

D. Em vez de QUANTIFICAR DE  FORMA UNIVERSAL, especifique:
Será que você usa esse padrão que quantifica e generaliza tudo, sem detalhar o que realmente acontece? Se isso ocorrer, tente perceber o que realmente quer dizer com isso.
EXEMPLO:
– Eu nunca faço nada certo.
– Nunca mesmo? Nada certo?
Perceba que NUNCA e NADA são quantificadores que dão uma dimensão exageradíssima para a frase e o sentimento. Parece até algo meio dramático, né? Então, especifique o que quer dizer e seja mais verdadeira consigo mesma para não acreditar em algo que intensifica de forma equivocada e reforçar crenças que não te levam ao progresso.

EXERCÍCIO PRÁTICO:
A partir da lista de afirmativas abaixo, crie as perguntas questionadoras para se habituar a não usar quantificadores que exageram a dimensão do desafio que você tem:

Frases com quantificadores que exageram a verdadeira dimensão do desafio. Perguntas para desfazer essa universalidade e encontrar algo mais específico:
Eu NUNCA faço nada certo.
NADA mais importa.
Eu NUNCA vou me apresentar em público de novo.
Os homens SEMPRE mentem.
TODA vez que eu tento fazer isso, não consigo.
Meus funcionários NUNCA percebem quando estou irritada.
CADA UM dos brasileiros não tem a mínima noção sobre quem eleger para ajudar a mudar o Brasil.

III. Para aproveitar mais o vídeo abaixo, sugiro listar as 10 dicas que a autora oferece para trabalharmos isso na próxima sessão:

O outro vídeo é de Eckart Tolle, sobre o Poder do Agora, que poderá aumentar a sua percepção no sentido de facilitar a conexão com o outro.

IV. Grave um vídeo de até 2 minutos apresentando você mesmo a uma plateia que você vai definir. Procure se descolar do texto produzido para ser lido e converse naturalmente com a plateia imaginária. Aguardo pelo whatsapp.

Bom trabalho!

PRÓXIMA SESSÃO: dia 6 de julho, às 20h.

AUREA REGINA DE SÁ

Jornalista e Coach de Comunicação, especializada em Media Training.

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